Engraçado como a ideia inicial de criar algo para poder dizer o que pensa e todo o resto é ao mesmo tempo contraditória - levando em conta que ninguém lerá o que eu escreverei - e condizente com a minha atual situação. Solidão. É o que se trata. Não que eu esteja reclamando. Sim, eu estou reclamando, e muito. Talvez não seja minha culpa que eu não consiga me relacionar com mais pessoas, o que as que eu tenho, no presente, não estão sendo, digamos que úteis. Afinal, eu tive que criar um blog para poder não morrer engasgada com aquilo que se passa na minha cabeça e grita nas minhas cordas vocais, certo? Certo. Não é um drama adolescente patético e fresco, queria eu ter tempo e disposição para poder fazer esse tipo de coisa. Não é pedir muito ter uma vida, não é pedir muito ter amigos que se importam de verdade com você e não agem de modo mecânico porque acham que tem a obrigação de fazer a maldita pergunta "Você tá bem?" Pro inferno com toda essa preocupação falsa. Como se aquilo que eu ( INVOLUNTARIAMENTE) sinto fosse de alguma forma importante para qualquer pessoa. Mas quem se importa? Eu mesma tenho que fingir um personagem para está aqui fazendo esse papel patético de menina do blog. Eu mesma tive que fingir uma situação para poder chorar sem que eu sinta pena de mim mesma (O que obviamente, não está funcionando). Então quem sou eu pra poder julgar todos aqueles que o ignoram? Não sei, não me importa.
Eu só tenho que culpar alguém pra poder dormir melhor. Que seja, então. Sintam-se culpados.